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	<title>Coisas Comentadas na Internet</title>
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		<title>NOVAMENTE A MARCHA DA MACONHA</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 01:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arnaldo D. Q.</dc:creator>
				<category><![CDATA[coisas comentadas]]></category>
		<category><![CDATA[comentários]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[legalização drogas]]></category>

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		<description><![CDATA[         Em tempos de “pacificação no Rio de Janeiro”, um filme que já começa a mostrar seus erros e furos de direção, projeto e roteiro mas que, apesar da polêmica, só acrescentou ao já longo debate sobre o uso, o tráfico e a ainda intensa atividade dos traficantes de drogas no país, não posso deixar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=arnaldodq.wordpress.com&amp;blog=1407056&amp;post=28&amp;subd=arnaldodq&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>         Em tempos de “pacificação no Rio de Janeiro”, um filme que já começa a mostrar seus erros e furos de direção, projeto e roteiro mas que, apesar da polêmica, só acrescentou ao já longo debate sobre o uso, o tráfico e a ainda intensa atividade dos traficantes de drogas no país, não posso deixar de lembrar o  episódio ocorrido há alguns dias no Rio (claro, onde mais) e no mundo com o objetivo de descriminalizar e legalizar o uso do aparentemente simpático canabinóide.</p>
<p>          Em diversas cidades do mundo ocidental foi realizado um ato organizado internacionalmente e denominado “A Marcha da Maconha”. O evento, promovido por ONGs e pela iniciativa privada (por celular, de dentro dos presídios de segurança máxima?), faz parte do movimento internacional “Global Marijuana March” e no Brasil ocorreu outras cidades em edições anteriores. Neste ano, porém, a caminhada em via pública, provavelmente anunciada com boa antecedência pelo odor característico, nem mesmo necessitando muito barulho ou palavras de ordem, ao que parece ocorreu apenas na cidade maravilhosa. Em algumas cidades, como fiquei sabendo, a passeata foi substituída por um ciclo de debates sobre o assunto; já no Rio de Janeiro – RJ foi executada a marcha, propriamente dita, com todos os detalhes pitorescos e a pitoresca verve que fazem o talento dos cariocas. O desfecho, porém, desta vez, foi com a aplicação dos procedimentos legais para o caso.</p>
<p>            O assunto não é nenhuma novidade e os argumentos apresentados também não fugiram do já conhecido repertório sobre a matéria. Os manifestantes do Rio mencionaram o impacto sobre o tráfico de drogas, com colocações desde mercadológicas, onde foi citado o risco da compra de um baseado do traficante, na boca de fumo, que encontra-se ao lado de outras drogas (só faltou falar em vitrine), o que seria uma propaganda do mercador de “cheap thrills” (que a Janis me perdoe) no sentido de incentivar a venda de outras coisas ao “desprotegido” consumidor/cliente até considerações de cunho social e segregacionista, lembrando que os incautos compradores de estados alterados de percepção, atualmente, ao freqüentarem as bocas-de-fumo em passeios bucólicos pelos belos morros cariocas, misturam-se com toda sorte de gente e até bandidos (mesmo?). Sem falar, claro, na colocação mais antiga de todas, qual seja, a de que o tráfico e a violência que dele advém só sobrevive por causa da manutenção da ilicitude do uso não médico de psicoativos. Interessante não se citar o caráter preconceituoso dos pontos de vista citados.</p>
<p>            Ora, sras e srs, se pré-julgar ou pré-conceituar é um erro, não podemos deixar de considerar, também, o erro da simplificação. A questão parece ser bem mais complexa do que possa fazer crer o ponto de vista de nossos valentes e briosos manifestantes. É fato que drogas ilícitas por esta banda ocidental do mundo podem não o ser por outras bandas e as drogas lícitas por aqui, como álcool (principalmente) e tabaco, podem não ter a cobertura legal para seu uso em outros locais. É fato, também, que a drogadição (por substâncias lícitas ou não), a longo prazo, traz prejuízos consideráveis econômicos e afetivos, tanto pessoais quanto coletivos. Por outro lado, sabemos que a maconha não é algo que venha a causar dependência física, apesar de sabermos também que contenha um maior poder cancerígeno do que o cigarro industrial hoje livremente vendido e (ainda) se estude o conceito de “dependência psíquica” ou “afetiva” da droga, com alguns casos reportados sobre a “síndrome da despersonalização” que acometeria usuários crônicos a longo prazo.</p>
<p>            Também não podemos deixar de considerar o ambiente que existe hoje do lado de cá da “legalidade”. Nos anos 80 e início dos 90, nos EUA, houve uma forte discriminação do tabagista pelo país, praticamente estigmatizando-o. As campanhas, patrocinadas pelo governo e por grandes empresas objetivando diminuir os prejuízos advindos das doenças provocadas pelo cigarro, foram focadas nos jovens, basicamente. Com efeito, em um espaço de5 a10 anos, o índice de fumantes no Grande Irmão Branco caiu drasticamente naquele país, porém observou-se um fato certamente cruel, patrocinado pela indústria do marketing, qual seja, o aumento do número de fumantes entre crianças e adolescentes. Tal movimento estatístico eclodiu através de massivas campanhas publicitárias tornando o ato de fumar algo jovial. Com efeito, via-se por todo o país (e até no Brasil) a conhecida figura do camelo da marca de cigarros Camel® em roupagem jovem, vestido de surfista, skatista e em outras formas totalmente amistosas. A atração foi, literalmente, fatal e, no final dos anos 90, já havia aumentado novamente o número de fumantes adultos. Hoje, ao que parece, a tática tem sido uma facilitação estatal para com os processos milionários contra a indústria do fumo pelas mortes causadas pelo produto. </p>
<p>             Esta pequena história pode, perfeitamente, ilustrar um suposto ambiente de competição de mercado com a legalização da maconha em nosso meio. Nossa indústria publicitária é altamente desenvolvida e nossos profissionais da área são de competência internacionalmente reconhecida, sem falar nos Duda Mendonça da vida. Hoje, com maconha ilegal, já temos um início precoce no uso do álcool levando a um alto índice de dependência física e desagregação social e pessoal, bem como um início no tabagismo que gira em torno dos 16-18 anos,em média. Umanova droga, agora lícita, entraria direto em um ambiente de competição por consumidores em potencial e a guerra do marketing desenvolver-se-ia na mesma proporção. Teremos, então, que nos preparar para passar a discutir um novo problema, o do potencial início ainda mais precoce do uso de álcool e tabaco por parte desses potenciais “consumidores”.   </p>
<p>         E é claro que, apesar de não haver mais o tráfico da maconha, o crime organizado não perderia sua força (nem mesmo diminuiria). Afinal, o bandido existe desde o bicheiro, sempre simpatizado pela população e tolerado pela lei, evoluindo após para o traficante que no início “protegia” os pobres e posteriormente os pressionava e matava. Até que criou-se o monstro, porém sem ninguém reclamando a maternidade e/ou paternidade. Certamente o crime passará a ter nova forma de organização. Legalizar ou não a maconha no Brasil é um ato que, apesar da simpática manifestação ocorrida, não pode ser encarado de forma alguma com contornos simplistas e generalistas. O baseado pode, por si só, ser apenas um detalhe, uma ponta do iceberg da tentativa de renascimento do tabaco e fortalecimento do álcool. Um abraço.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/arnaldodq.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/arnaldodq.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/arnaldodq.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/arnaldodq.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/arnaldodq.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/arnaldodq.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/arnaldodq.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/arnaldodq.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/arnaldodq.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/arnaldodq.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/arnaldodq.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/arnaldodq.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/arnaldodq.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/arnaldodq.wordpress.com/28/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=arnaldodq.wordpress.com&amp;blog=1407056&amp;post=28&amp;subd=arnaldodq&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>CASO BATISTI. UM TIRO NO PÉ.</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 05:42:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arnaldo D. Q.</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[anistia]]></category>
		<category><![CDATA[assassinato]]></category>
		<category><![CDATA[batisti]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>            <strong>A decisão do STF de colocar a responsabilidade da extradição do terrorista/assassino/ideólogo Cesare Batitsti nas costas de decisão governamental, à primeira vista pode parecer oportunista e política. Porém, considerando que o asilo dado a nosso simpático político/assassino/fugitivo/romântico foi deliberação única e exclusiva governamental, retornar a essa esfera o destino do cidadão italiano criminoso não deixa de ter sua lógica. Ocorre que o caso, na altura em que se encontra e com a repercussão internacional alcançada, independentemente da decisão que for tomada, virou uma pedra das mais incômodas no sapato da cúpula dirigente nacional.</strong></p>
<p><strong>            Consideremos a possibilidade de nosso presidente-em-chefe sustentar a permanência do coitado do assassino (quádruplo) em nossa terrinha. É claro que será uma atitude na contramão do mundo, daquelas que nos livros de história ficam marcadas como estopim de grandes crises internacionais. Evidentemente, nos dias de hoje, tais fatos ficam diluídos na infindável quantidade de acontecimentos de repercussão mundial a que temos acesso, perdendo em grandiosidade intrínseca apesar da repercussão de que seremos alvo. No mínimo perderemos muitos bilhões de euros e dólares, já que certamente enfrentaremos barreiras ainda maiores ao colocar nossos produtos no mercado europeu. Em contrapartida, com a perda de divisas a que estaremos sujeitos, uma vez que certamente alguma movimentação européia ocorrerá no mínimo para não deixar de graça o surto “chavista” do nosso governo, o mesmo virá recorrer a fontes de renda internas para compensar o prejuízo. E como nos últimos anos (pouco mais de 500) essas fontes são apenas os impostos, a conseqüência natural será a conta direcionar-se para a classe média, claro. Como nos últimos anos. Sem falar que os argumentos de todo o mundo, ocidental e oriental, estarão corretos.</strong></p>
<p><strong>                  No âmbito interno o desconforto se repete. Vejam só, sras e srs, a lógica do nosso comando planaltino: se o argumento que o governo usa para abrigar o injustiçado assassino/flor de pessoa/humanista é o de que o mesmo fazia parte de uma determinada movimentação política de determinada fase mundial, temos um choque frontal contra as bem fundamentadas (e caras) campanhas feitas pelas “santas” ONGS e demais defensores de direitos humanos e etc com relação aos direitos dos familiares de desaparecidos durante nossos “anos de chumbo”, uma vez que os acontecimentos justamente reclamados na mídia também fizeram parte de uma determinada movimentação política de determinada fase mundial, o que coloca a impessoalidade dos conceitos de justiça em cheque.</strong></p>
<p><strong>                 Por outro lado, extraditar o herói/assassino/gentil condenado provocará com certeza no mínimo um forte mal-estar dentro dos homens do governo. É certo todas a concessões lulistas em prol da governança e sobrevivência política impediram nosso governante e “the man” (como já disse Barak Obama) de combater os radicais livres de seu governo. Vez ou outra eles se manifestam em uma ou outra atitude que se exterioriza das entranhas do governo, normalmente fazendo um estrago e tanto, hemorragias internas que sempre foram operadas a tempo. Claro que dessa vez também teremos uma sangradinha interna, até porque o italiano não é uma unanimidade na base de governo, nem mesmo no partido do governo. O problema é o tempo. Em ano eleitoral, é um problema perfeitamente dispensável, até porque a solução só se dará em 2010.</strong></p>
<p><strong>                 Pois bem sras e srs. Está claro que o italiano legal/assassino/coitadinho não tem lugar nem no Brasil nem fora daqui, uma verdadeira mala sem alça internacional. Poderia ser diferente, melhor para ele e para todos. Era só continuar ideologicamente ativo, idealista, a favor de justiça social, etc, porém sem matar os outros. Ou não seria diferente? Um abraço</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/arnaldodq.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/arnaldodq.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/arnaldodq.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/arnaldodq.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/arnaldodq.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/arnaldodq.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/arnaldodq.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/arnaldodq.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/arnaldodq.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/arnaldodq.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/arnaldodq.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/arnaldodq.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/arnaldodq.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/arnaldodq.wordpress.com/19/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=arnaldodq.wordpress.com&amp;blog=1407056&amp;post=19&amp;subd=arnaldodq&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>MAIS CIRROSE QUE MACONHA</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 04:49:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arnaldo D. Q.</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[cirrose]]></category>
		<category><![CDATA[discussão]]></category>
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		<category><![CDATA[marcha]]></category>
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		<description><![CDATA[   Pois sras e srs, foi com grande surpresa que observei a repercussão de um &#8220;post&#8221; antigo. Digo antigo porque, mesmo não tendo a assiduidade que gostaria neste bom &#8220;WordPress&#8221; por absoluta falta de tempo em virtude de minhas atividades profissionais, fazendo com que o blogue permanecesse inativo por um bom tempo, a publicação analisada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=arnaldodq.wordpress.com&amp;blog=1407056&amp;post=18&amp;subd=arnaldodq&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align:justify;">   Pois sras e srs, foi com grande surpresa que observei a repercussão de um &#8220;post&#8221; antigo. Digo antigo porque, mesmo não tendo a assiduidade que gostaria neste bom &#8220;WordPress&#8221; por absoluta falta de tempo em virtude de minhas atividades profissionais, fazendo com que o blogue permanecesse inativo por um bom tempo, a publicação analisada (veja o &#8220;post&#8221; &#8220;A Marcha da Maconha e o Marketing da Cirrose&#8221; você também, se possível.) obteve surpreendente público. É claro que o tema, por si só polêmico, instiga e estimula a participação, o que obviamente também me estimula a publicar um retorno.</h3>
<h3 style="text-align:justify;">   Primeiramente, gostaria de esclarecer um detalhe de interpretação do texto que talvez não tenha sido captado por grande parte dos manifestantes que publicaram seus bem-vindos comentários. Em nenhum momento do texto o autor colocou-se favorável ou contrário tanto à descriminalização quanto à legalização do cânhamo, que constituem processos diferentes. Verdade. Leiam (ou releiam) o texto. O mote principal do referido &#8220;post&#8221; é focado na grande capacidade de rearticulação social dos hábitos lícitos hoje em dia frente a uma concorrência de peso, uma vez que há toda uma indústria hoje montada para a manutenção das &#8220;dependências lícitas&#8221;, do álcool e do tabaco, comprovadamente dependências físicas. A importância de se discutir a entrada de novas drogas no mercado é considerada no que tange à competição que certamente se iniciará por novos e cada vez mais jovens consumidores de tabaco e álcool, atualmente causadores de milhões de dólares (ou euros, ou reais) de prejuízo em função das conseqüências de seu uso prolongado, tanto pelo preço dos tratamentos especializados em si quanto pela perda de contribuição em termos de força de trabalho, inflingindo perda adicional de receita e, em conseqüência, impacto já comprovado no PIB nacional, o que é inquestionavelmente maior do que os prejuízos causados por uma possível (não provável, vejam) síndrome de despersonalização citada nas publicações psiquiátricas sobre o uso crônico da maconha.</h3>
<h3 style="text-align:justify;">   Propor solução para o que quer que seja, quanto mais em um assunto pouco discutido e muito obscuro como este e, por isso mesmo polêmico, seria uma atitude absolutamente temerária e, aí sim, de um pedantismo digno de nosso &#8220;humilde&#8221; Jô Soares, não cabendo em uma proposta de melhor discussão por mera questão de lógica formal. Mesmo algumas &#8220;qualidades&#8221; do simpático canabinóide colocadas são polêmicas e não comprovadas, tanto do ponto de vista científico como do comercial. Por exemplo, o uso medicinal. Nos EUA, temos a cannabis vendida sob a forma de comprimidos, com objetivos anti-heméticos (contra vômitos) ou anti-colinérgicos (anti-espasmódicos). O uso anti-hemético foi iniciado em função dos efeitos colaterais dos agentes quimioterápicos, sem sucesso, sendo os efeitos terapêuticos inferiores aos das drogas já disponíveis no mercado. O mesmo ocorre com o uso da cannabis como anti-espasmódico, cujo efeito aferido pelo FDA (&#8220;Food and Drug Agency&#8221;) é consideravelmente menor que o de outros produtos quanto à ocupação de sítios neuromusculares, como a hioscina, por exemplo. Os mesmos estudos foram realizados pela nossa ANVISA, chegando às mesmas conclusões norteamericanas. Da mesma forma, o uso têxtil é comprovadamente inviável economicamente. A fibra tem pobre rendimento com relação a outras fibras vegetais (como o algodão, p. ex.) ou mesmo animais como a lã de carneiro. As áreas plantadas para este fim obrigatoriamente deveriam ser de grande extensão, o que levaria a necessidade de outra discussão, suplementar, com respeito ao impacto ambiental e ao comprometimento das áreas destinadas a plantação de alimentos.</h3>
<h3 style="text-align:justify;">   A melhor discussão, desapaixonada, de assuntos polêmicos, deve ser incentivada em nossa sociedade, com igualdade democrática para todas as vozes, dos dois lados, como tão bem lembrado no último comentário postado. Soluções e decisões intempestivas, reavaliadas em nossa história, já nos levaram a prejuízos que pagamos até hoje e a guerra do marketing é travada pelos motivos, acreditem, nada nobres, da grana e do poder. Apesar de envaidecido com a citação do grande nome Veríssimo neste blogue, a qual julgo imprópria qualquer que seja o enfoque da mesma, fiquei em dúvida quanto a qual Veríssimo a referência teria sido feita, se o primeiro ou o segundo. Claro que há diferenças, com o primeiro tendo estilo claro, pessoal, inconfundível e postura pessoal e social dignas de ser estudadas em nossa história contemporânea e o segundo tendo criado a Velhinha de Taubaté, matado a mesma e assumido o lugar da falecida.</h3>
<h3 style="text-align:justify;">   De qualquer modo, espero que tenha-se esclarecido o contexto da publicação tão apaixonadamente comentada, cujas manifestações sinceramente agradeço, incentivando-me a novamente postar algo depois de tanto tempo. Como já dizia o filósofo, &#8220;o que não me mata me fortalece&#8221;. Um abraço.</h3>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/arnaldodq.wordpress.com/18/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/arnaldodq.wordpress.com/18/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/arnaldodq.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/arnaldodq.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/arnaldodq.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/arnaldodq.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/arnaldodq.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/arnaldodq.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/arnaldodq.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/arnaldodq.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/arnaldodq.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/arnaldodq.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/arnaldodq.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/arnaldodq.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/arnaldodq.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/arnaldodq.wordpress.com/18/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=arnaldodq.wordpress.com&amp;blog=1407056&amp;post=18&amp;subd=arnaldodq&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>DE CIMA PARA BAIXO OU DE BAIXO PARA CIMA, TANTO FAZ</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 04:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arnaldo D. Q.</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[comentários]]></category>
		<category><![CDATA[cronica]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[    Há décadas, J. P. Sartre, em uma palestra para feministas numa universidade francesa, foi questionado por uma das participantes sobre sua opinião a respeito da situação da mulher na sociedade daquela época. Acreditem, há cerca de meros 45-50 anos, as mulheres tinham dificuldades sociais totalmente diferentes das que têm hoje. Pois bem, sras e srs, nosso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=arnaldodq.wordpress.com&amp;blog=1407056&amp;post=12&amp;subd=arnaldodq&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">    Há décadas, J. P. Sartre, em uma palestra para feministas numa universidade francesa, foi questionado por uma das participantes sobre sua opinião a respeito da situação da mulher na sociedade daquela época. Acreditem, há cerca de meros 45-50 anos, as mulheres tinham dificuldades sociais totalmente diferentes das que têm hoje. Pois bem, sras e srs, nosso admirado existencialista respondeu, em uma frase antológica, que &#8220;somos, todos, vítimas e cúmplices de nossa situação&#8221;.</span><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';"><br />
<span>   </span>Ora, uma personalidade como Sartre, com seu histórico e, principalmente, suas idéias, proferir uma resposta como aquela evidentemente soou como grande ofensa. Não faltaram vaias e protestos, continuados pela inevitável repercussão na mídia da época, eternamente dividida entre dois lados (o que ainda hoje não mudou, sras e srs). Se ele tivesse e-mail, então&#8230; Lembro dessa passagem, já histórica, para repassar algumas situações que têm ocorrido nos últimos tempos e que, não sei por qual razão, remeteu-me a esta passagem a que tive acesso ainda na minha adolescência. Claro que são apenas algumas passagens. </span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   Mas como o ser humano é hoje basicamente o mesmo de 50, 500 ou 5000 anos atrás, variando apenas a trama tecnológica que cerca as relações, podemos perfeitamente traçar o paralelo moral que a citação significou à época para os dias de hoje. Principalmente hoje, quando vivemos um contexto deveras interessante onde as personagens principais dos últimos grandes escândalos nacionais estão devidamente enquadradas pela nossa justiça. Se, por um lado, é uma novidade em nossas rotinas, por outro podemos constatar “in loco” o desfile orgulhoso de toda a complexidade de nosso sistema de justiça, cheio de atenuantes e possibilidades sem fim para os acusados, o que faz com que um processo perca-se durante os anos pelas salas de um Superior Tribunal qualquer de nosso país. Não nos surpreendamos, portanto, se dia desses, em uma sala qualquer de um andar qualquer de um Superior Tribunal qualquer, um despreocupado mensaleiro encontre um sanguessuga e troquem uma idéia sob o olhar atento de um Renan eternamente indiciado, todos com provas, testemunhas, etc, totalmente imaginários, peças de ficção ou, num termo preferido, factóides.</span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   Nesta fase, claro, ninguém terá tomado decisão nenhuma (aliás a indecisão e falta de atitude de governo é sinal de intelectualidade na América do Sul), discutindo ainda sobre o sentido em que se move a corrupção, se do governo para a população ou se iniciaria pelo povo, num processo eterno de retroalimetação. Essa é uma dúvida que temos mesmo discutido entre nós e que humildemente gostaria de ilustrar com algumas pérolas reais de nosso país. Ei-las: <span> </span></span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   1. </span><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">Início de 2003, governo novo, de um novo grupo, com idéias e propostas diferenciadas que foram, por mérito próprio, alçadas ao poder. Em seis meses crise de proporções nunca antes vistas dentro do INCA (Instituto Nacional do Câncer, no RJ), diga-se, a voz do Ministério da Saúde para assuntos de câncer. Parado administrativamente, passou a enfrentar problemas até mesmo com a quimioterapia. Continuou aberto apenas por iniciativa dos médicos e demais funcionários até que, em assembléia, decidiram por demissão voluntária. Não agüentavam mais a direção da instituição. A direção? Uma vetusta senhora, de inegável intelectualidade, alçada ao cargo por ser esposa de um &#8220;companhêro&#8221; velho, daqueles da fundação do ParTido, mas que de câncer (e de INCA, então&#8230;) não tinha uma só apropriada idéia<span style="font-family:'Arial','sans-serif';">.</span></span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   2</span><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">. A ONU divulga pesquisa em que mostra o aumento estatístico do trabalho infantil no Brasil. Nosso ministro do trabalho à época, Patrus Ananias, afirma que não é bem assim. Ocorre, segundo ele, que muitas das crianças consideradas, na verdade, atuam ajudando a família em propriedades agrícolas familiares. Bem, de qualquer modo não vão à escola (provavelmente as famílias ganhem Bolsa Família) e as pequenas mutilações de falanges provavelmente não passem de falta de preparo profissional<span style="font-family:'Arial','sans-serif';">&#8230;</span></span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   3</span><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">. O ministro da justiça, não é segredo, considera que a imprensa não deve publicar de tudo indiscriminadamente, cobrando desses órgãos maior responsabilidade (claro que sob o ponto de vista dele). Faltou uma conversa com seu antecessor, de tão relevantes serviços em prol de nosso presidente, que proferiu frase talvez histórica: &#8220;A imprensa é para ser livre, não justa<span style="font-family:'Arial','sans-serif';">&#8220;.</span></span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   4</span><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">. Nosso presidente quer criar uma TV estatal. Para propagar mais livremente seus feitos ou para criar rival às nossas redes livres privadas? De qualquer forma, temos bons produtos nesta área, como TVE, TV Senado, TV Câmara, que prestam bons serviços. Hugo Chaves não quer TVs privadas por lá<span style="font-family:'Arial','sans-serif';">&#8230;</span></span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   5</span><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">. O secretário de obras (acho) do RJ contratou, emergencialmente, empreiteiras para as obras do Pan. As instalações, em todos os níveis, não estariam prontas à época do evento. Ao que parece os trabalhos progrediam muito lentamente, apesar de a obra ter custado cerca de três vezes mais do que o orçado (e razoável).</span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   6</span><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">. Roling Stones no Rio. O gerente inglês que controla a construção do palco aparece em um documentário da National Geografic preocupado com o fato de a obra andar devagar apesar de estar empregando o dobro de pessoal do que usaria para a mesma obra. Não entende o porquê da lentidão.<span style="font-family:'Arial','sans-serif';"></span></span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   7</span><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">. Plantão de atendimento na periferia de uma grande cidade brasileira. Uma mulher, meia idade, consulta por um leve resfriado num sábado, final de tarde. O médico, ao explicar-lhe o quadro, diz que com o tratamento deverá ainda sentir-se mal por uns dois dias, provavelmente melhorando a partir da segunda-feira. A pequena filha da mulher, cerca de 10 anos, diz que, se fosse uns dois dias antes ela não precisaria ir trabalhar. A paciente, então, profere a pérola: Soubesse e não iria trabalhar. Já ia emendar direto com o fim-de-semana<span style="font-family:'Arial','sans-serif';">!!!!&#8221;</span></span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   8</span><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">. Um cruzamento numa grande cidade. Um carro para no sinal vermelho, apesar de não haver outros automóveis na via perpendicular. O motorista de trás, ensandecido, reclama do motorista que parou no vermelho, sinalizando que não vinha ninguém e que poderia &#8220;furar&#8221; o sinal<span style="font-family:'Arial','sans-serif';">&#8230;</span></span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   9</span><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">. Congresso Nacional. Um deputado, professor, sobrinho do Pato Donald, pego com a mão em 20 mil reais de origem &#8220;não contabilizada&#8221;, defende-se com o argumento de que estava sendo &#8220;massacrado&#8221; por uma &#8220;quantia tão pequena&#8221;&#8230; Bem, roubar um pouquinho só pode, né?</span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   <span style="font-family:'Arial','sans-serif';">10.</span> Diz-se que o brasileiro é um povo solidário. Porém, fora das grandes campanhas nacionais e pela TV, os níveis de contribuição espontânea são ridiculamente baixos. A solidariedade é um traço de caráter, independente de ter ou não platéia.</span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">   <span style="font-family:'Arial','sans-serif';">11.</span> A nova ministra do turismo, sra de fino trato, grande intelectualidade, da nata da sociedade do centro rico de nosso país, ao que consta, nunca teve atuação, formação ou informação na área. Porém, competente sexóloga, dá úteis e oportunos conselhos para quem esperava por horas, horas e horas em um aeroporto (o famoso “relaxa e goza”)&#8230;</span></h5>
<h5 align="justify" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">    Bem, sras e srs, considerando que pelo menos um ou dois por cento da população poderá alçar postos de comando um dia ou outro e considerando que as pessoas são basicamente as mesmas em seus sentimentos e motivações, hoje como há 50, 500 ou 5000 anos atrás (ódio, amor, cobiça, indiferença, p. ex., são os mesmos), será que ainda podemos esperar por algo? </span><span style="font-size:11pt;color:blue;font-family:'Arial','sans-serif';">Um abraço.</span></h5>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/arnaldodq.wordpress.com/12/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/arnaldodq.wordpress.com/12/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/arnaldodq.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/arnaldodq.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/arnaldodq.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/arnaldodq.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/arnaldodq.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/arnaldodq.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/arnaldodq.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/arnaldodq.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/arnaldodq.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/arnaldodq.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/arnaldodq.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/arnaldodq.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/arnaldodq.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/arnaldodq.wordpress.com/12/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=arnaldodq.wordpress.com&amp;blog=1407056&amp;post=12&amp;subd=arnaldodq&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O ÚLTIMO NATAL</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jan 2008 01:38:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arnaldo D. Q.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogroll]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[comentários]]></category>
		<category><![CDATA[natal]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[     A cena sempre se repetia. Quase diariamente, ao chegar em casa no final da tarde, às vezes mesmo à noite no seu início, deparava-me com aquele simpático casal pela rua. Anelise e Amaro. Muito jovens, muito magros, vez ou outra com um bebê no colo que diziam ser filho, também magro mas de aparência [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=arnaldodq.wordpress.com&amp;blog=1407056&amp;post=10&amp;subd=arnaldodq&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">     A cena sempre se repetia. Quase diariamente, ao chegar em casa no final da tarde, às vezes mesmo à noite no seu início, deparava-me com aquele simpático casal pela rua. Anelise e Amaro. Muito jovens, muito magros, vez ou outra com um bebê no colo que diziam ser filho, também magro mas de aparência tranqüila. Uma tranqüilidade talvez alimentada pela simpatia e pelo quase constante sorriso de seus pais, quem sabe em compensação ou mesmo substituição do leite, cuja escassez estampava-se em sua magreza e palidez.</p>
<p align="justify">     Obviamente sempre pediam algo. Algum dinheiro, alguma sobra de alimento, algum leite, alguma coisa qualquer. Um dia, Anelise chegou com um vaso enorme nos braços, com uma vistosa folhagem plantada; o vaso, pintado de branco, refletido em seu rosto, realçava mais ainda seu imenso sorriso alvo emoldurado pela magra face. Recusei, educadamente e ela apressou-se em afirmar que o vaso “não era roubado, não, seu moço. Foi uma dona que me deu agorinha mesmo. Dá uns 10 reais, dá”.</p>
<p align="justify">     Falei qualquer desculpa, a qual não lembro mais e ela foi baixando o preço até cair novamente no lugar comum de pedir alguma coisa. Falou que o filho estava sem leite desde ontem e eu lembrei da caixa que comprara ainda ontem para minha menina menor que, apesar de correr por tudo ainda tomava sua mamadeira.</p>
<p align="justify">     Entrei em casa, desci as escadas e falei com minha mulher. Subimos e ela entregou um litro de leite novinho. Então lá estava Amaro, claro, cumprimentando-nos com seu costumeiro sorriso. Disseram que eram papeleiros, mas que não tinham ainda seu carrinho, porém estavam dando um jeito e pediram para que guardássemos todo o lixo reciclável que pudéssemos juntar, deixando para eles na calçada, que pegariam sempre uma vez por semana. E assim fizemos. E assim quase sempre eles recolhiam o lixo.</p>
<p align="justify">     Certa feita, numa semana em que não falhou em recolher o lixo reciclável separado, o casal afastava-se de casa carregando os enormes volumes separados e Anelise, com uma boa dose de sofrimento, tentava equilibrar o menino em um braço. Eu e minha esposa, no dia seguinte, ao encontrá-los na rua, demos o carrinho de bebê de nossa caçula, que não era mais usado. Muitos sorrisos, agradecimentos, desejos de bênçãos divinas e algumas lágrimas previsíveis nos deixaram mesmo um pouco constrangidos. Sentimo-nos um tanto populistas. Praticamente uma versão individual do Bolsa-Família. Mas, de qualquer modo, sentimo-nos bem, não podíamos negar.</p>
<p align="justify">     A partir daí, embora ainda continuássemos a nos encontrar na calçada, no final da tarde, nunca às seis e meia quando eu saía, já não havia tanta formalidade na nossa relação. Um dia, Anelise apareceu cheia de hematomas e disse que tinha sido agredida na rua, mas que eu não me importasse, que na rua era assim mesmo, etc. Dei-lhe algum material de curativo que tinha em casa, ela agradeceu, claro, sorrindo e se foi rua abaixo. Estava anoitecendo e eu ainda fiquei na calçada, fora do carro, observando-a sumir na penumbra que já se iniciava. Até parecia que queria proteger e vigiar seus passos até sua morada.</p>
<p align="justify">     E o tempo foi passando. E chegou o Natal. Eu continuava chegando em casa no mesmo horário, porém nessa época o caminho era mais iluminado pelas luzes, com casas muito bonitas e casas muito parecidas com um bordel, mas sempre com luzes. Quase sempre encontrava Amaro e Anelise, quase sempre com um sorriso, só que sem as luzes. Também não os encontrava com tanta freqüência. Notei que estavam ainda mais magros. Entrei. Já não comentava ter encontrado o casal, pois já fazia parte de nossa rotina. Combinamos fazer as compras de Natal à noite, aos poucos, despistando as meninas para não perceber e tudo mais. Tudo certo. Mais um Natal. Mais um ano que passou.</p>
<p align="justify">     Os dias passavam. 21, 22, 23&#8230; até chegar o dia 24 de dezembro, com suas luzes totalmente acionadas, os presentes todos dispostos ao redor da árvore com seus respectivos cartões, as crianças ansiosas. 24 de dezembro. Dia de chegar mais cedo em casa. Dia de ver a ansiedade das meninas em torno da árvore e dos presentes. Dia de considerar, como sempre, que elas estão crescendo. Avaliar e reavaliar o quanto estou acompanhando as fases do crescimento delas e o quanto estou perdendo trabalhando. Para chegar à mesma conclusão de todos os anos, ou seja, precisava continuar com uma grande carga horária de trabalho para que elas tivessem fases a passar. Mas sempre que elas vinham para mim fazer um carinho, dar um beijo, chamar de papai, eu sentia que valia a pena.</p>
<p align="justify">     Mas naquele dia pensei também em Amaro e Anelise. E no bebê. Fazia alguns dias que não os via e, talvez, tivesse mesmo sentido falta dos sorrisos aos quais já havia me habituado. Um pouco depois, ainda pela tarde, fui à cozinha e peguei um panetone dos que tinha ganho de clientes (e como se ganha panetone de cliente!). Minha esposa não estava em casa. Estava preparando-se para a noite, após ter preparado a ceia. Uma linda ceia que me fazia esquecer os bons quilos ganhos nos últimos anos às custas de ceias como estas e da falta dos exercícios que aos poucos fui deixando de fazer. Falei com a empregada para cuidar das meninas um pouco enquanto eu ia dar uma saída rápida. E fui descer a rua, em direção ao final, em direção ao ponto em que aquele casal sempre sumia. Levava um panetone. Pouco. Não resolvia nada. Mas para mim representava algo, pelo menos. Principalmente indo pessoalmente até eles.</p>
<p align="justify">     As casas, à medida em que a rua chegava ao seu fim, ficavam menores e menos pintadas. Um pouco mais e ficavam menores e com cada vez menos reboco, até não terem reboco nenhum. Até não se individualizar casa nenhuma. Só havia um labirinto. Até que os achei. Certamente não me esperavam.</p>
<p align="justify">     Anelise, claro, recebeu-me com um sorriso, que naquele espaço escuro e abafado, de uma peça única, sem água nem banheiro, pareceu-me ter menos brilho. O cheiro era um misto de cola de sapateiro e cachaça que harmonizava-se com os novos hematomas da moça, acho que pelo ambiente. O bebê permanecia tranqüilo, dentro do carrinho dado por nós. Eu permanecia parado uns dois passos adiante da entrada, com um panetone na mão, calado após pedir licença para entrar. Não tenho idéia de quanto tempo passou até a entrada de Amaro, saudando-me por “bacana”, desta vez sem sorriso.</p>
<p align="justify">     Não entendi o tratamento, mas o cumprimentei com a cordialidade costumeira. Ele, atrás de mim, pegou algo ao lado de uma bacia e balbuciou algo dirigindo-se a mim. Não sei bem o que ele disse, mas terminou com outro “bacana” aproximando-se de mim por trás. Também não sei porque continuei parado. Quase esperando. Quase curioso para sentir a lâmina que penetrou pelo meu flanco de forma rápida e simples, quase sem dor, sentindo apenas que sua entrada movia com algumas coisas dentro de mim.</p>
<p align="justify">     Anelise fechou o sorriso e baixou o rosto em direção ao bebê. Levantei os braços e, antes de tentar perguntar “por quê”, Amaro tentou tirar a lâmina de meu corpo em um primeiro movimento malsucedido para, depois, conseguir em um segundo movimento mais firme, desta vez mais dolorido. Continuei com os braços levantados e ainda pude perceber o sangue fluindo pelo corte produzido pela lâmina, fluindo com vontade, escorrendo pela perna, molhando minha meia.</p>
<p align="justify">     Não conseguia mais pensar com clareza. Olhava apenas o bebê, com sua mãe sendo segundo plano, em silêncio, até sentir-me apalpado, com meus bolsos esvaziados, ouvindo um ou dois “bacanas” enquanto minhas pernas ficavam mais e mais pesadas. Até que senti o impacto dos joelhos no chão úmido. Olhei para ver de onde vinha a umidade e vi sangue na penumbra daquela peça única. Ao erguer a cabeça, minha visão já estava embaçada e meus pensamentos rápidos e sem foco em nada ao mesmo tempo.</p>
<p align="justify">     Ainda olhava o bebê, mas já não pensava mais nele. Pensava em minhas meninas. Via-as brincando. Acho que ainda devem estar brincando. Pensava na ceia. Pensava em comer a ceia, sentia seu perfume, sentia também o perfume de minha mulher. Minhas costas pesavam e logo senti minhas mãos no chão úmido, mas não conseguia mais ver o que era a umidade, embora achasse que só podia ser o mesmo sangue. O mesmo meu sangue.</p>
<p align="justify">     O bebê chorava e entrava em meu pensamento focado em minhas meninas. Um “bacana”, outro “bacana”&#8230; não sei se era isso mesmo que falavam, mas era o que ouvia. Minhas meninas em minha mente competiam com o choro do bebê, até que Amaro fez o favor de tirar a criança daquela peça, deixando-me pensar apenas nas minhas meninas. Agradeci e ele não entendeu. Apenas riu, acho que falou &#8220;bacana” e a porta bateu.</p>
<p align="justify">     Só via as minhas pequenas na frente. Meu rosto tocou o solo, ficou também úmido como todo meu corpo naquele solo. Minhas crianças estavam na minha mente como a única coisa mais ou menos nítida em meio a imagens embaçadas deste meu cérebro de olhos fechados. Pensava nelas. Elas brincavam cada vez mais longe de mim. Até que fiquei só com imagens embaçadas em minha cabeça. Até não haver mais nada. Nada. Foi o fim.</p>
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		<title>CAI UM MURO</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Nov 2007 02:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arnaldo D. Q.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogroll]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[china hoje]]></category>
		<category><![CDATA[comentários]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[   O Congresso Nacional Popular da China, equivalente ao nosso Poder Legislativo, aprovou lei reconhecendo o direito à propriedade privada e estabelecendo que &#8220;todo tipo de propriedade está protegida e ninguém pode atentar contra ela&#8221;.    O fato não pode passar despercebido, pois não é exagero afirmar que, com essa decisão, o país, que há seis [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=arnaldodq.wordpress.com&amp;blog=1407056&amp;post=9&amp;subd=arnaldodq&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><ins dateTime="2007-11-03T02:36:02+00:00"></ins><code></code><code></code><code></code><strong><span style="font-size:11pt;font-family:'Times New Roman';">   O Congresso Nacional Popular da China, equivalente ao nosso Poder Legislativo, aprovou lei </span><span style="font-size:11pt;font-family:'Times New Roman';">reconhecendo o direito à propriedade privada e estabelecendo que &#8220;todo tipo de propriedade está protegida e ninguém pode atentar contra ela&#8221;.</span></strong></p>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:'Times New Roman';"></span><span style="font-size:11pt;font-family:'Times New Roman';"></span><span style="font-size:11pt;font-family:'Times New Roman';"></p>
<p align="left"><strong>   O fato não pode passar despercebido, pois não é exagero afirmar que, com essa decisão, o país, que há seis décadas mantêm-se sob férreo controle do Partido Comunista, também acaba de derrubar o seu &#8220;muro de Berlim&#8221;, na medida em que declara renunciar formalmente a umdos fundamentos pétreos da ideologia marxista.</strong></p>
<p align="left"><strong>   A assim chama Lei da Propriedade foi aprovada &#8211; após nada menos que 13 anos de debate &#8211; por 2.799 dos 2.888 votos que constituem o Congresso chinês, um veemente sinal de que, também no plano da organização social e dos direitos individuais, o regime comunista dá mostras de capitulação diante de seu antípoda mais criticado, o capitalismo. Ao longo de suas 40 páginas e 247 artigos, a lei busca dar absoluta proteção ao setor privado, responsável pela geração de metade da riqueza nacional bem como de todo o crescimento observado, além de acabar com as freqüentes axpropriações no meio rural, um fator de desassossego social e de instabilidade para o país. </strong></p>
<p align="left"><strong>   &#8220;Uma viagem de mil milhas começa com o primeiro passo&#8221;, ensinava Mao Tsé-tung, o revolucionário que mergulhou a China numa das mais ferozes e fechadas ditaduras em que o coletivo e o estatal se sobrepunham radicalmente contra qualquer esboço individualista que pudesse ser representado pela posse de bens. Milhões morreram, assassinados, muito mais do que em todas as ditaduras de direita juntas, sem considerar os mortos soviéticos, cubanos e afins. E sem direito a &#8220;Locas de Praça Nenhuma&#8221; ou &#8220;Tortura Nunca Mais&#8221;. </strong></p>
<p align="left"><strong>   As décadas em que os meios de produção e todos os bens mantiveram-se sob estrito domínio estatal foram mais do que suficientes para demonstrar a ineficácia do regime para garantir o mínimo de felicidade e segurança para a população chinesa. Ao contrário, a pesada burocracia estatal, a ineficiência gerencial e a ativa corrupção dos agentes públicos encarregados do controle geral (como em todas as formulações de estado socialista) lançaram a babilônica população de mais de 1 bilhão de habitantes  a extremos de miséria e fome inconcebíveis.</strong></p>
<p align="left"><strong>   Os primeiros passos, realmente, foram dados há cerca de vinte anos quando, após a morte de Mao, deu-se início à caminhada em direção aos métodos atuais de gestão da economia. A China abriu-se aos investimentos estrangeiros, dando-lhes segurança; modernizou as relações de trabalho e lançou-se à conquista agressiva dos mercados mundiais. Os empregos e as oportunidades de trabalho em atividades urbanas cresceram, o lucro deixou de ser demonizado e os salários decuplicaram.</strong></p>
<p align="left"><strong>   O Estado, por sua vez, embora ainda sob a dura direção do partido único, passou a exercer quase tão somente o papel de fomentador do desenvolvimento e de provedor de toda a infra-estrutura necessária ao deslanche da atividade privada. Construir portos, aeroportos, sistemas elétricos e de telecomunicações, grandes redes de rodovias e ferrovias constituiu-se na atividade prioritária do governo.</strong></p>
<p align="left"><strong>   Pelo que se vê, a China, enfim, aprendeu que, pela via do capitalismo e não do socialismo, é possível atingir mais depressa os níveis significativos de bem-estar social. Ao contrário da tendência ora observada em alguns países da América Latina, nos quais seus governantes ensaiam movimentos diametralmente opostos embalados por um  social-populismo canhestro e socializante de araque, infelizmente admirados por políticos brasileiros de evidente ranço stalinista, ultrapassados no tempo e no espaço.</strong></p>
<p align="left"><strong>    Um abraço.</strong></p>
<p></span></p>
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		<title>O SOBA E A MATA ATLÂNTICA</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jul 2007 02:53:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Arnaldo D. Q.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[                 Desculpem minha inabilidade em usar este espaço que, humildemente, inicio neste momento. O texto a seguir é um escrito já de algum tempo, feito a partir de uma notícia que vi, dia desses. Espero que dê certo. Espero, também, que alguém leia. Um abraço.              A figura do Soba, certa vez em que andei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=arnaldodq.wordpress.com&amp;blog=1407056&amp;post=3&amp;subd=arnaldodq&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 align="justify">                 Desculpem minha inabilidade em usar este espaço que, humildemente, inicio neste momento. O texto a seguir é um escrito já de algum tempo, feito a partir de uma notícia que vi, dia desses. Espero que dê certo. Espero, também, que alguém leia. Um abraço.</h5>
<h5 align="justify"><span style="font-size:11pt;">             A figura do Soba, certa vez em que andei pela África, mais precisamente em Angola, constitui-se em uma inegável liderança em sua comunidade, não importando a qual “nação” ou etnia pertença. Não obstante a ausência de poder formalmente constituído, o Soba desfruta de grande prestígio e respeito consuetudinário sendo, via de regra, o homem mais velho de um determinado grupo. Em um meio onde a expectativa de vida é das menores do mundo, freqüentemente encontramos alguns cinqüentões nessa posição, com seus conselhos e opiniões sempre seguidos ou, no mínimo, considerados tanto pelos mais jovens quanto pelas chefias formais. Ou seja, há uma grande influência dessas figuras seculares (talvez milenares) sobre o meio em que vivem.</span><span style="font-size:11pt;"><span>            </span></span></h5>
<h5 align="justify"><span style="font-size:11pt;"><span>             </span>Na infeliz época da escravidão africana no Brasil, durante séculos os negros foram trazidos por traficantes europeus principalmente de Angola, sob os auspícios de nossos colonizadores portugueses, que davam certa proteção à atividade, sob o pretexto da necessidade da economia de então. Traficantes de almas, muitos deles corsários e/ou piratas, grassavam por nossos mares em embarcações quase sempre sem bandeira, terminando em nossos incipientes portos viagens de verdadeiro horror, onde grande parte da “carga” adoecia ou mesmo morria neste trânsito infernal e desumano. Esta população, hoje parte do maior grupo de miscigenação populacional do planeta e que, segundo dados da ONU, deverá fazer do Brasil o primeiro país do mundo a perder os parâmetros de diferenciação racial, é parte integrante e indisfarçável de nossa sociedade, cultura e economia.</span><span style="font-size:11pt;"><span>           </span></span></h5>
<h5 align="justify"><span style="font-size:11pt;"><span>             </span>Pois, sras e srs, saibam que, apesar de aprendermos nos livros que havia quase que uma caçada na África aos escravos, os desalmados traficantes europeus tinham um contato infalível naquele continente, qual seja, o próprio Soba. Essa liderança, respeitada e escutada por todos, a quem muitas vezes eram confiados segredos sobre toda uma população que nele confiava, simplesmente vendia seus irmãos e irmãs. Enganava aos incautos com falsas palavras de sucesso em uma terra distante ou, simplesmente, repassava dados sobre aglomerados populacionais mais “rentáveis”. Tudo em troca de dinheiro ou de objetos de valor ou de utilidade. Em suma, em troca de alguma vantagem pessoal.</span><span style="font-size:11pt;"><span>            </span></span></h5>
<h5 align="justify"><span style="font-size:11pt;"><span>             </span>Lembrei-me desta deprimente passagem histórica ao assistir pela TV, dia desses, os desdobramentos de uma notícia igualmente deprimente. Num dos belos pedaços do Brasil, em uma região onde nunca existiu quilombo algum, foi conseguido junto ao INCRA uma posse de considerável pedaço de terra, coberto por exuberante mata atlântica nascente de alguns belos rios, em nome de supostos descendentes de quilombolas, sendo usado um abaixo-assinado com cerca de 60 assinaturas. Na reportagem, averiguou-se que as assinaturas pertenciam a pescadores locais, nenhum com descendência de escravos, que assinaram o tal papel na confiança de que estariam participando de um pleito oficial a respeito de financiamento mais barato para barcos de pesca. Os moradores mais antigos do local, mesmo os afro-descendentes, negaram que por ali tivesse havido algum quilombo ou outra forma de antiga resistência negra. Mesmo o nome dado àquela localidade “quilombola” nunca existiu nem nunca houve qualquer registro histórico ou verbal daquele nome. Alguns proprietários, com escrituras de mais de 150 anos, negaram qualquer tipo de comunidade como a alegada no ato do INCRA. Mesmo o responsável pelo “abaixo-assinado” não tinha explicação convincente para o que fizera negando, pessoalmente, o que todos os assinantes do “documento” afirmaram (acho que já vi isso em alguma CPMI do Congresso). Pelo INCRA, um funcionário de cargo diretivo, nervosamente, limitava-se a afirmar que a atitude oficial estava totalmente correta, sem saber dizer sobre os necessários estudos acerca da veracidade histórica do pleito, embora funcionalmente fosse, SIM, um dos responsáveis pelo processo. Enquanto isso, na bela área empossada pelos “quilombolas”, a exuberante flora atlântica era inapelavelmente exterminada mesmo nas áreas de nascente dos rios, com claro interesse no comércio da valiosa madeira. Um homem, abordado pela reportagem, identificou-se como “descendente” dos “quilombolas” daquela área, um dos proprietários do local (“faço parte do grupo”, disse), embora não soubesse dizer o destino daquela madeira.</span></h5>
<h5 align="justify"><span style="font-size:11pt;font-family:'Times New Roman';"><span>            </span>Vivemos em um país politicamente dividido, onde nossa grande mídia acompanha essa extemporânea polarização. Os movimentos de defesa étnica não são diferentes. Têm interesses como todos os outros, inclusive econômicos, com discursos de lideranças que não encontram eco na maioria dos integrantes do segmento que, no caso dos afro-descendentes, são cerca de metade de nossa população. Comportam-se como Sobas modernos. Movimentos politicamente definidos, com interesse focado na manutenção ou modificação de um determinado projeto de poder, historicamente nunca foram de representação legítima da vontade de quem quer que seja, devendo ter seu apoio no mínimo repensado pelo grande grupo. Um governo, ao apoiar cegamente atitudes imorais, desonestas, antiéticas e tecnicamente infundadas, pelo simples apoio a qualquer “minoria” perde, aos poucos, sua credibilidade em função da diferença colocada entre o discurso e sua prática efetiva. Um abraço.</span></h5>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/arnaldodq.wordpress.com/3/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/arnaldodq.wordpress.com/3/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/arnaldodq.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/arnaldodq.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/arnaldodq.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/arnaldodq.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/arnaldodq.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/arnaldodq.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/arnaldodq.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/arnaldodq.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/arnaldodq.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/arnaldodq.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/arnaldodq.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/arnaldodq.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/arnaldodq.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/arnaldodq.wordpress.com/3/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=arnaldodq.wordpress.com&amp;blog=1407056&amp;post=3&amp;subd=arnaldodq&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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